Atividades paralelas ao evento Bioenergia Portugal

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O Portal Energia no âmbito da parceria com o evento BioEnergia Portugal que irá decorrer nos próximos dias 23 a 25 de Maio de 2013 vai sortear 2 inscrições completamente gratuitas.

Caso esteja interessado em participar no evento BioEnergia Portugal e ganhar uma inscrição gratuita, envie um email para geral[at]portal-energia.com, solicitando a participação.

A mostra tecnológica Bioenergia Portugal trata-se de uma iniciativa pioneira projetada com o objetivo estratégico de revitalizar a atividade económica do território Alto Alentejo, otimizando os recursos bioenergéticos dos quais dispõe e incrementando o seu potencial competitivo por intermédio da valorização energética da biomassa.

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No âmbito da Bioenergia Portugal irão decorrer diversas actividades paralelas à Mostra Tecnológica, nomeadamente:

    • Seminários Bioenergia em Movimento e Negócios em Bioenergia;
    • Workshops Biocombustíveis Liquidos, Biocombustíveis sólidos e Biocombustíveis gasosos;

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Visitas técnicas e atividades paralelas

Dia 23/05 (6.ª feira)

Seminário “Bioenergia em Movimento”

Workshop “Biocombustíveis Líquidos”

Inclui — Visita à Unidade de Produção de Biodiesel da VALNOR

Dia 24/05 (6.ª feira)

Seminário “Bioenergia em Movimento” — Workshop “Biocombustíveis Sólidos”

Seminário “Negócios em Bioenergia”

Inclui — Visita à Unidade de Produção de Pellets da FENESTEVES e Visita à Unidade de Gaseificação de Biomassa da ESTG

Dia 25/05 (6.ª feira)

Seminário “Bioenergia em Movimento”

Workshop “Biocombustíveis Gasosos”

Inclui — Visita à Unidade de Produção de Biogás da VALNOR

Caso esteja interessado em participar no evento BioEnergia Portugal e ganhar uma inscrição gratuita, envie um email para geral[at]portal-energia.com, solicitando a participação.

Artigo Atividades paralelas ao evento Bioenergia Portugal publicado em Noticias e empregos sobre Energias Renovaveis.

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Arena Pernambuco – paixão nacional com consciência sustentável

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No ano de 2014 o Brasil sediará a Copa do Mundo de Futebol FIFA. Várias cidades estão construindo novos estádios para dar vida ao grande espetáculo.

O estado de Pernambuco, que vem abrigando um grande número de empresas de energia renovável, aliou a criação de um novo estádio ao conceito de sustentabilidade.

O projeto da Arena Pernambuco prevê a captação de energia solar e de água da chuva, ventilação natural, além de gestão dos resíduos sólidos.

Nas obras, já são adotadas medidas sustentáveis. O canteiro conta com uma estação de tratamento de esgoto própria.

No local também há coleta seletiva, prevenção ao fumo e lava-rodas dos caminhões com água reutilizada.

Outro ponto positivo do projeto é em relação à mobilidade urbana. A meta é conseguir a certificação sustentável LEED na categoria prata, concedida pela organização não governamental Green Building Council (CGB).

Com previsão de entrada em operação em junho de 2013, a usina solar irá gerar 1 MW de potência instalada.

Quando não estiver abastecendo a Arena, a energia gerada será direcionada para a rede de distribuição, podendo atender o consumo médio de até seis mil brasileiros.

by Luana Maciel

Artigo Arena Pernambuco – paixão nacional com consciência sustentável publicado em Noticias e empregos sobre Energias Renovaveis.

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Os 9 efeitos do aquecimento global que ninguém conhece

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Do aumento das turbulências nos voos à queda no tempo das maratonas, confira algumas das consequências mais inusitadas que a elevação da temperatura média global do planeta nos reserva.

A emissão descontrolada de gases poluentes tem provocado em nosso planeta um significativo aumento da temperatura global nas últimas décadas.

Caso o homem não tome nenhuma medida para evitar estas mudanças climáticas, o meio ambiente pode apresentar uma série de problemas com consequências desastrosas para a vida em nosso planeta.

Saiba quais são os 9 efeitos do aquecimento global, efeitos que ainda não tem conhecimento mas que dão muito que pensar.

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Multiplicação das cabras

Um novo estudo, publicado na revista científica Oikos, mostra que dois fatores principais são importantes para a sobrevivência das cabras: as horas de claridade do dia e a temperatura.

Para os caprinos da Escócia, que sofrem com o frio das áreas mais elevadas do norte do país, o aquecimento global pode ser uma dádiva.

A elevação das temperaturas parece estar tornando a vida um pouco mais fácil para os animais da região, que já começam a marcar território. O aumento da população de cabra selvagem e a mudança de seu habitat foi documentada pelo pesquisador britânico Robin Dunbar, da Universidade de Oxford e seu colega Jianbin Shi.

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Adeus ao cafezinho

O nosso querido cafezinho também corre riscos. Segundo uma nova pesquisa, publicada na revista científica Plos One, essa bebida tradicional pode sumir do cardápio dentro de 70 anos devido ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

O estudo realizado por pesquisadores do Royal Botanic Gardens da Grã-Bretanha, em colaboração com cientistas na Etiópia, constatou que entre 38 e 99,7% das áreas adequadas para o cultivo da espécie arábica desaparecerá até 2080 se as previsões do aumento das temperaturas se concretizarem.

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Aumento de problemas cardíacos

É bom preparar o coração para as mudanças. Eventos climáticos extremos de calor e frio se tornarão mais comuns e isso vai colocar pressão sobre o coração das pessoas, dizem os cientistas.

Um estudo publicado no British Medical Journal concluiu que a queda de temperatura de 1ºC em um único dia no Reino Unido está ligado ao aumento de 200 ataques cardíacos.

Ondas de calor também geram efeito semelhante. Mais de 11 mil pessoas morreram por complicações cardíacas durante a onda de calor que atingiu a França na primeira metade de agosto de 2003, quando as temperaturas subiram para mais de 40ºC.

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Voos mais turbulentos

Segundo estudo feito por pesquisadores das Universidades britâncias de Reading e East Anglia, as turbulências vão se tornar mais fortes e recorrentes se as emissões de CO2 realmente dobrarem até 2050, conforme prevê a Agência Internacional de Energia.

O aumento das concentrações de CO2 eleva a temperatura média global e acaba mudando a atmosfera por onde passam as rotas aéreas, tornando-a mais instável para os aviões.

Usando simulações computacionais para avaliar os efeitos do aquecimento sobre as condições de voo, os cientistas descobriram que as chances de uma aeronave atravessar uma turbulência aumentarão entre 40% e 170%. Já a intensidade da sacudidela poderá aumentar entre 10 e 40%.

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Queda na capacidade trabalho

Um estudo publicado na revista científica “Nature Climate Change” sugere que o aumento da temperatura global nos últimos 60 anos reduziu a capacidade de trabalho em 10%.

Pior, a previsão é de que “estresse térmico” poderá prejudicar ainda mais a aptidão do trabalhador para desempenhar suas funções nas próximas décadas. De acordo com a pesquisa, a capacidade de trabalho em 2050 será reduzida a 80% do que hoje.

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Maratonas mais lentas

Embora o tempo dos vencedores de maratonas tenha melhorando gradativamente ao longo do século passado, essa tendência corre risco de diminuir diante do aumento das temperaturas.

Um estudo da Universidade de Boston indica que o aquecimento global poderá tornar as maratonas mais lentas, afetando o tempo das vitórias.

Mantida a tendência de aquecimento atual, de 0.058°C por ano, até 2100, a chance de detectar uma “desaceleração consistente no tempo de vitória da maratona” é de 95%, diz o estudo.

efeitos aquecimento global 3

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Invasão de vegetação no Ártico

Um estudo liderado pela Nasa indica que as áreas florestais poderão aumentar 50% na região do Ártico, em decorrência do aumento médio da temperatura global até 2050.

Os efeitos para o meio ambiente e o clima não são animadores. Segundo os cientistas, a redução da área coberta por neve por causa da expansão das zonas verdes poderá reduzir refletividade da superfície terrestre na região, aumentando assim a radiação absorvida – e a temperatura.

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Uvas não curtem calor, logo…

As uvas vinícolas são uma das culturas mais sensíveis ao calor, chuvas, incidências de sol e mudanças bruscas no clima. Não à toa, elas estão na mira do aquecimento global.

Segundo estudos mais recentes, a produção de vinhos em regiões consagradas, como Bordeaux, na França, pode cair cerca de 60% até 2050.

Em contrapartida, a mudança climática poderia também abrir outras partes do mundo para a produção de uvas, uma vez que os produtores teriam que procurar lugares mais altos e mais frios.

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Mais metano, mais aquecimento

Os efeitos do aquecimento global, acredite, também podem gerar mais aquecimento global. Estudo recente, publicado na revista Nature por uma equipe internacional de cientistas, mostrou que o degelo no continente antártico pode ser uma fonte importante, embora esquecida, de metano, um gás efeito estufa com potencial de aquecimento global 21 vezes maior do que o do CO2.

Ou seja, o derretimento do gelo pode liberar milhões de toneladas desse gás na atmosfera e agravar o aquecimento global.

Artigo Os 9 efeitos do aquecimento global que ninguém conhece publicado em Noticias e empregos sobre Energias Renovaveis.

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Maior central solar fotovoltaica de África inaugurada

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A maior central de energia solar fotovoltaica de África Sheikh Zayed foi inaugurada e encontra-se em pleno funcionamento.

A central Sheikh Zayed vai suprir 10 por cento da rede da Mauritânia, país abastecido principalmente por geradores a diesel, evitando emissões de cerca de 21.225 toneladas de dióxido de carbono.

Pouco mais de um mês após ter sido inaugurada a maior central de energia solar concentrada dos Emirados Árabes Unidos, a empresa de energia renovável de Abu Dhabi Masdar implementou a maior central solar fotovoltaica de África.

Inaugurada esta sexta-feira em Nouakchott, capital da Mauritânia, a central solar fotovoltaica de 15MW tem 29.826 painéis e custou 24,5 milhões de euros.

A rede elétrica da Mauritânia possui atualmente uma capacidade instalada deficitária, resultando em sérias falhas no abastecimento de energia.

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Com a procura energética a aumentar 12 por cento anualmente, este projeto ajudará a diminuir as futuras deficiências elétricas, ajudando a abastecer algo próximo de 10 mil residências.

Artigo Maior central solar fotovoltaica de África inaugurada publicado em Noticias e empregos sobre Energias Renovaveis.

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Siemens prepara o caminho para a Indústria 4.0

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Na edição de 2013 da Feira de Hannover, a Siemens demonstrou como será a nova era da produção para os seus clientes, o caminho para a indústria 4.0.

Nos próximos anos, está previsto um crescimento de oito por cento ao ano do mercado IT na indústria, o dobro do previsto para o crescimento do mercado geral do sector Indústria da Siemens.

Por esta razão, a empresa está a concentrar especial atenção na expansão da sua liderança em software e ferramentas IT industriais. Atualmente, são 7500 os engenheiros de software do sector indústria da Siemens.

“Nunca antes o universo da indústria de manufatura e produção tecnológica viu mudanças tão rápidas e profundas como hoje”, afirmou Siegfried Russwurm, CEO do sector Industry e membro do board da Siemens AG.

Ainda existe algum caminho a percorrer até a versão 4.0 da Indústria ser uma realidade, de acordo com Russwurm, mas a Siemens já está neste momento a garantir os pilares que permitirão a sua implementação.

O aparecimento de novos softwares industriais totalmente inovadores terá um impacto funda-mental nesta nova fase, pois irá permitir a integração do planeamento, desenvolvimento e produção dos produtos e a abertura de uma porta para a otimização holística do desenvolvimento de produtos e processos de produção.

“Os passos revolucionários desta nova era prendem-se com crescimento contínuo das ferramentas IT e a integração constante das várias tecnologias da indústria. No entanto, olhando para um passado recente, a interação de ferramentas IT e o operador, produto e máquinas pode tornar-se numa verdadeira revolução industrial”, referiu Russwurm.

Com o objetivo de estabelecer a ligação entre desenvolvimento de tecnologia virtual e real para os processos de produção, a Siemens investiu mais de quatro mil milhões de euros desde 2007 em aquisições para apoiar o desenvolvimento do software e ferramentas IT industriais.

Mais recentemente, a Siemens alargou o seu portefólio através da aquisição da empresa belga LMS, uma especialista em teste e simulação de sistemas mecatrónicos.

No futuro, isto irá permitir aos clientes da empresa a simulação, teste, otimização e manufatura dos seus produtos utilizando uma única base de dados integrada.

Atualmente, a integração de sistemas IT utilizados no planeamento e produção fornece uma significante vantagem na produção industrial do ponto de vista competitivo.

As empresas líderes nas áreas Automóvel, aeroespacial e engenharia mecânica estão a começar a otimizar a sua competitividade em toda a cadeia de valor.

Prova disso são os contractos celebrados recentemente com empresas como a Daimler, BMW e Airbus, bem como os cerca de 100.000 visitantes recebidos no stand da Siemens na Feira de Hannover.

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O caminho para a Indústria 4.0

– A integração de sistemas IT fornece uma significativa vantagem na produção e competitividade industrial;

– Com cerca de 7500 engenheiros de software, o sector Industry define as tendências no desenvolvimento de produtos e processos de produção;

– Foram investidos mais de quatro mil milhões de euros desde 2007 em aquisições para apoiar o desenvolvimento do software e ferramentas IT indus-triais;

– O planeamento virtual de produção utilizando o software PLM pode reduzir até 50% o consumo de energia.

Com o conceito de “Totally Integrated Automation” (TIA) e a “Digital Enterprise Platform”, a Siemens tem definido a tendência na integração de ferramentas IT por muitos anos. Na Feira de Hannover foram apresentadas soluções para a ligação entre os sistemas de planeamento, programação e processos de produção juntamente com os sistemas mecânicos e elétricos.

Os destaques técnicos no stand da Siemens estiveram essencial-mente focados na versão 12 da plataforma de programação TIA Portal, na geração do novo controlador S7-1500, no conceito de “Integrated Drive Systems” (IDS) para aplicações na área dos variadores de velocidade e serviços suportados em IT como a monitorização de condição dos sistemas.

Em associação com o Instituto Fraunhofer e a Volkswagen, a Siemens demonstrou também como é que o planeamento virtual de produção utilizando o software PLM poderá reduzir até 50% o consumo de energia numa linha de robôs de uma produção automóvel.

Artigo Siemens prepara o caminho para a Indústria 4.0 publicado em Noticias e empregos sobre Energias Renovaveis.

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Energias renováveis nos Açores – passado, presente e futuro

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O setor energético na região autónoma dos Açores

O setor energético nos Açores é dominado pelo consumo de combustíveis fósseis com particular destaque para o domínio dos transportes.

Atendendo à condição arquipelágica de nove ilhas dispersas geograficamente a uma distância de 1800km do continente português, à sua dimensão e à inexistência de recursos próprios que garantam a sua sustentabilidade, a dependência energética aliada à inultrapassável necessidade de transportar quase tudo de e para o exterior do arquipélago, quer seja via aérea ou marítima, faz com que o setor dos combustíveis para transportes traduza um forte impacto no orçamento regional.

E não se trata apenas de os fazer chegar à região, via marítima, mas de os distribuir e armazenar pelas nove ilhas, com o consequente impacto nos custos unitários da energia francamente atenuados pela subsidiação governamental que torna o consumo de energia ou de bens minimamente sustentável para as famílias açorianas.

Apesar deste importante impacto nas contas da região, o último relatório da Inspeção Geral de Finanças de agosto de 2012 aponta o setor energético dos Açores como o que se encontra em melhor situação sócioeconómica.

Atualmente os combustíveis fósseis contribuem em mais de 80% para o consumo energético global dos Açores. Apenas a parcela destinada à produção de eletricidade (fuelóleo e gasóleo) tem mantido uma tendência mais ou menos estagnada fruto da evolução dos sistemas de produção renovável em notável crescimento na região, sobretudo nos últimos dez anos.

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O setor elétrico

O sistema elétrico nos Açores é caraterizado pela sua pequena dimensão e dispersão. Ás nove ilhas que o compõe correspondem outras tantas pequenas redes isoladas.

A produção de energia elétrica industrial iniciou-se em 1900 na ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, pela mão do pioneiro e irreverente Engº José Cordeiro, responsável pelo nascimento da primeira central hidroelétrica em Vila Franca do Campo.

A natural evolução dos consumos e da tecnologia determinou a incapacidade dos recursos hídricos aproveitáveis nas diversas ilhas em satisfazer as suas necessidades elétricas.

Iniciou-se então a opção por centrais térmicas a diesel e mais tarde a fuelóleo (São Miguel, Terceira, Pico e Faial).

Com um total de 218MW instalados (diesel+fuel) que garantem 72% da produção das ilhas (fonte EDA 2012).

Os restantes 28% são produzidos a partir de fontes renováveis (fonte EDA 2012):

Geotérmica (apenas em São Miguel) – 16,7%

Eólica – 7,8%

Hídrica – 3,5%

Biomassa (apenas São Miguel), Ondas (apenas Pico) e microgeração (fotovoltaica) – 0,03%

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As fontes de energia renováveis nos Açores

Energia Hídrica

A inexistência de grandes bacias hidrográficas com possibilidades de armazenamento de grandes quantidades de água condiciona o aproveitamento hidroelétrico dos Açores.

No entanto, a elevada e regular precipitação aliada ao acentuado declive das ilhas originam uma densa rede radial de drenagem ao longo dos maciços vulcânicos que permite a exploração de alguns cursos de água para produção de eletricidade.

Apesar das boas condições apresentadas pelo terreno, o aproveitamento para produção de energia elétrica não é feito de forma equivalente.

Atualmente é explorada em quatro das nove ilhas, em doze centrais mini-hídricas, que com um total de 8,3MW representam apenas cerca de 2,4% da potência instalada no arquipélago. Uma potência reduzida mas decisiva importância nas pontas dos diagramas de carga.

Energia Geotérmica

Na ilha de São Miguel, a única dos Açores e a única região de Portugal onde esta fonte primária é explorada (alta entalpia), a produção geotérmica iniciou-se em 1980 na zona do Pico Vermelho – Ribeira Grande.

central geotermica ribeira grande acores

Atualmente existem duas centrais na mesma zona alimentadas por cinco poços situados no setor geotérmico do Pico do Fogo com uma potência instalada de 29,6MW (fonte EDA 2010).

Estas centrais garantem aproximadamente 40% da energia elétrica na ilha de São Miguel. A expansão da exploração deste recurso energético para outras ilhas já se iniciou. Na ilha Terceira encontra-se em curso um projeto que visa a construção de uma central piloto de 3MW.

Energia Eólica

Tem sido uma forte aposta da elétrica regional, Eletricidade dos Açores SA (EDA), existindo em todas as ilhas com exceção da mais pequena (Corvo) onde a produção é exclusivamente térmica a diesel.

Existem pouco mais de 25MW eólicos instalados (7,5% da potência total instalada no arquipélago).

Energia das Ondas

Na ilha do Pico existe uma das primeiras centrais de ondas do mundo, do tipo OWC (coluna de água oscilante). Esta central, deixada ao abandono pelas entidades governamentais, foi a primeira do mundo a ser ligada a uma rede elétrica.

Possui uma potência de 400KW e é gerida, atualmente, pelo Centro de Energia das Ondas (WavEC — Wave Energy Center). Em 2012 produziu apenas 10KWh de energia elétrica atendendo aos inúmeros problemas técnicos e estruturais que a afetam.

Energia solar fotovoltaica

Apesar de ter um peso muito residual no panorama electroprodutor da região, a micro-geração fotovoltaica tem crescido a um ritmo interessante muito à custa do programa de incentivos regional PROENERGIA.

Em 2012 verificou-se um aumento de 111% da energia adquirida pela EDA (193MWh).

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O futuro das energias renováveis nos Açores

A tendência de evolução do sistema eletroprodutor da Região Autónoma dos Açores será, obviamente e no contexto paradigmático atual, no sentido de uma cada vez maior integração de fontes endógenas renováveis.

No entanto os condicionalismos geográficos e técnicos consistentes com nove micro-redes isoladas, a necessidade de realizar investimentos em todas as ilhas garantindo a coesão regional e as contingências orçamentais necessárias em tempo de estagnação/contração económica que atravessamos, condicionam o cumprimento das políticas energéticas para o setor elétrico nos Açores.

As metas definidas para o Plano de Ação para a Energia Sustentável das Ilhas (PAESI), resultam do ambicioso conjunto de três metas do Projeto Green Islands para 2018:

60% da eletricidade proveniente de fontes renováveis;

20% da energia primária total proveniente de fontes renováveis;

35% da energia primária total utilizada sob a forma de eletricidade.

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O Plano de Ação para a Energia Sustentável das Ilhas do projeto ISLE-PACT acrescenta mais uma meta às três anteriores:

Reduzir as emissões de CO2 em pelo menos 20%, face à referência de 2005, até ao ano 2020.

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Os objetivos que se pretendem atingir com estas quatro metas são os seguintes:

– Reduzir as importações de combustíveis fósseis, de forma a incrementar a independência e segurança energética e a assegurar maior sustentabilidade económica da Região no longo prazo.

– Minimizar a contribuição para as alterações climáticas por via das emissões de gases com efeito de estufa, sobretudo considerando a influência específica de setores particularmente vulneráveis, como a agricultura e o turismo, na economia Regional.

– Estimular o desenvolvimento social e económico, através da promoção de atividades relacionadas com as fontes de energia de origem renovável, eficiência energética, planeamento urbano, mobilidade sustentável, etc.

Está em fase de projeto a construção de uma central hídrica reversível na conhecida zona das Furnas, na ilha de São Miguel. Este projeto permitirá otimizar a integração das duas fontes (geotérmica+eólica) no período do vazio, atualmente subaproveitadas por falta de consumo.

Também em fase de obtenção de financiamento encontra-se o projeto da empresa alemã Younikos que será implementado na ilha Graciosa. Este projeto ambiciona tornar a segunda mais pequena ilha do arquipélago num modelo 100% renovável integrando um parque eólico de 5.4MW, uma central solar fotovoltaica de 0.5MW e um sistema de armazenamento a baterias de 2.5MW.

A gestão do sistema será feita por um inovador sistema de gestão de energia desenvolvido pela empresa alemã que permitirá prescindir da central convencional térmica para regulação da energia. As previsões são, em média, de 70% anuais de penetração renovável.

Também está prevista a construção de duas centrais de valorização energética de resíduos sólidos urbanos nas duas maiores ilhas (São Miguel e Terceira).

Independentemente dos projetos que venham a surgir os Açores assumem-se como um laboratório natural de excelência no domínio da investigação e desenvolvimento de energias renováveis.

Sendo uma região pobre em termos económicos, a sua inequívoca riqueza em recursos naturais renováveis fazem da região um apetecível local para se estabelecerem bases de cooperação internacional no setor da energia.

Autor — Duarte Nuno Cota

Artigo Energias renováveis nos Açores — passado, presente e futuro publicado em Noticias e empregos sobre Energias Renovaveis.

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Subir escadas conceito aspirador do Casabella é alimentado por lixo

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Casabella apenas revelou um novo conceito de aspirador de pó, apelidado o Limbo que é projetado para ser alimentado pelo lixo que consome! O aspirador de p30 de subir escadas usa um processo chamado eletrólise microbiana para gerar energia por bactérias que ele pega – teoricamente poderia trabalhar constantemente sem a necessidade de uma estação de carregamento.

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Mecanoo e TU Delft desvendar o novo projeto de turbina Bladeless de ave-Friendly de vento

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Pesquisadores da TU Delft recentemente se uniu com a firma de arquitetura holandesa Mecanoo projetar uma turbina de vento favorável ao pássaro que pode transformar a energia eólica em eletricidade sem partes mecânicas móveis. A turbina, apelidada de EWICON, foi instalada em Delft University of Technology, em março.

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Mecanoo e TU Delft desvendar o novo projeto de turbina Bladeless de vento

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Pesquisadores da TU Delft uniram-se com o escritório de arquitetura holandês Mecanoo projetar uma turbina de vento que pode transformar a energia eólica em eletricidade sem partes mecânicas móveis. A turbina, apelidada de EWICON, foi instalada em Delft University of Technology, em março.

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Dinamarca agora 25 por cento alimentado por eólica Offshore, pretende duplicar a capacidade até 2020

anholt wind farm, danish wind, renewable energy, offshore wind farm, wind power, carbon neutrality, europe renewables, north sea powerFoto via Shutterstock

A Dinamarca tem uma trajetória impressionante quando se trata de adoção de energia renovável e tem vindo a trabalhar rapidamente para desenvolver sua substancial potencial eólico offshore. No mês passado, com a instalação de sua 36ª 3,6 megawatts (MW) Siemens vento turbina, a nação atingiu uma capacidade de energia eólica de 1GW impressionante, suficiente para poder 25 por cento da nação. Além disso, eles pretendem ser alimentado por parques eólicos nos próximos oito anos, não simplesmente através da instalação de infra-estrutura de energia renovável, mas com uma holística adopção de políticas de eficiência energética e tecnologias de 50 por cento.

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